Sales Abuse

Como remover produtos falsos do Instagram Shopping

Por Matheus Loyola em
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Nos últimos anos, a base de usuários do Instagram tem crescido consistentemente, fazendo a rede social se aproximar do posto de mais relevante da internet.

Com mais de um bilhão de pessoas usando a plataforma todos os meses, as empresas já não podem mais ignorar seu potencial. Prova disso é que 80% dos usuários seguem ao menos um dos 25 milhões de perfis de negócios da rede social. E 75% deles acabam realizando alguma ação (como visitar o site oficial, por exemplo) depois de visualizar um post comercial.

Para atender a esse novo comportamento e manter o tráfego em seu próprio ambiente, o aplicativo passou por grandes mudanças, sendo a maior delas a funcionalidade que permite a realização de vendas através da plataforma.

 

Como produtos são vendidos no Instagram?

Existem três formas de marcas colocarem produtos à venda na rede social:

1 - Publicações: as marcas criam posts com seus produtos, anunciando preços na imagem ou na descrição. O Instagram oferece, para esse formato, “pins” que permitem que o usuário toque na imagem e seja redirecionado a um site para finalizar a compra.

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(Exemplo de post com produtos falsificados sendo vendidos no Instagram)


2 - Stories: campanhas ou produtos avulsos também podem ser colocados em Stories. Ao arrastar a tela para cima, o usuário é redirecionado ao site da loja e pode comprar o produto ou ter mais informações sobre o que está sendo anunciado.

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(Vendas nos stories)

3 - Aba “Explorar”: esse recurso ainda está em testes e vai funcionar como uma vitrine na aba Explorar. Nela, uma seleção de publicações com produtos anunciados vai ser exibida, da mesma forma que acontece com os outros temas presentes na aba.


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(Nova feature do Instagram, o spot “shopping” vai reunir publicações com produtos anunciados)

Seja por qualquer um desses modos de exibição de produtos, o usuário pode escolher interagir com o item desejado e ser redirecionado para o canal de venda onde vai completar sua jornada de consumo. E os resultados têm se mostrado bem expressivos: estima-se que 72% dos usuários do Instagram já tenham comprado algo que viram na rede social. A questão é que nem sempre o que se vê é, de fato, o que se está levando para casa.


Encontrei produtos piratas da minha marca. E agora?

Identificar produtos falsificados no Instagram segue o mesmo processo detalhado no artigo sobre como sua empresa pode combater a pirataria na internet: é preciso manter vigilância constante e estar sempre atento a padrões suspeitos ligados a preço, estoque, fotos de produto e outros aspectos relevantes.


Mas no caso das redes sociais, há ainda dois pontos que merecem um pouco mais de atenção. O primeiro é o perfil do vendedor, uma vez que fraudadores costumam usar o nome da empresa ou seu logotipo associados a variações de palavras como “oficial”, “outlet” e outras, na tentativa de criar uma sensação de segurança para o usuário. O segundo ponto tem a ver com as promoções sazonais, como Black Friday, Natal ou Dia das Mães. Em épocas assim, o número de fraudes costuma aumentar, visando pegar consumidores desavisados.

 

Como o Instagram define falsificação?

Na Central de Ajuda da rede social, você encontra a definição do que o Instagram entende por falsificações. Lá está detalhado, por exemplo, que vender réplicas ou imitações de produtos de outras empresas é considerado infração, mesmo se o vendedor deixar claro que não se trata de um artigo original ou se omitir a origem dele.


Como denunciar uma falsificação no Instagram?

A rede social possui um formulário para registrar denúncias de produtos falsos. Primeiro, você é informado sobre as considerações legais de falsificações e as consequências de uma denúncia errônea e/ou infundada. Em seguida, são pedidas suas informações de contato, como:

  • A quem pertence a marca (aqui você deve dizer se ela é sua ou da sua empresa, do seu cliente ou de outro indivíduo)

  • Seu nome ou da empresa que você está representando

  • Seu cargo

  • Endereço

  • Telefone

  • E-mail

  • Nome do detentor da marca

  • Link para página oficial da marca (perfis em redes sociais)

É importante lembrar que parte desses dados serão enviados ao dono do conteúdo infrator. Por isso, cuide da sua privacidade, usando apenas dados institucionais da sua marca, como e-mail jurídico, endereço e telefones comerciais, por exemplo. Depois de preencher os dados de contato, a página vai pedir as informações de marca registrada:

  • Registro de marca comercial

  • Onde a marca está registrada

  • Qual a categoria em que ela está inserida

  • URL do registro (se houver)

  • Anexos (cópia do certificado de registro)

Nessa seção também é possível inserir marcas adicionais se achar necessário. Basta selecionar a caixa “tenho marcas adicionais” e preencher as informações de cada uma delas nas caixas que aparecerem. Por fim, você deve inserir as informações sobre o conteúdo que deseja denunciar. Você pode selecionar:

  • Que tipo de conteúdo (foto/vídeo, legenda/comentário ou perfil)

  • Informações adicionais relevantes para a denúncia

É importante destacar que esse é um processo legal e que, sob pena de perjúrio nos termos da lei, você é o detentor dos direitos da marca ou agente autorizado a efetuar essas denúncias. Você também fica responsável por garantir que todas as informações da notificação são verdadeiras.

 

Com a denúncia feita, o que acontece depois

O Instagram vai analisar sua denúncia e, se achar que faz sentido, vai remover o conteúdo ou encerrar a conta infratora. Mas é importante que você entenda que as ações tomadas pelo Instagram são aplicadas apenas no perfil fraudulento mantido na rede social. Ou seja, sites ou e-commerces externos (para os quais as publicações falsas redirecionam) não são impactados.

Para agir nesses canais, você vai precisar fazer um takedown. Isso só é possível com um monitoramento ativo em canais de venda não autorizados, seja internamente ou com uma solução como o Sales Abuse Discovery da Axur. Com ela, é possível monitorar e tomar ações em diversos marketplaces, redes sociais e ecommerces pela internet, com praticidade, agilidade e o melhor custo-benefício do mercado.

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ESPECIALISTA CONVIDADO

Eduardo Schultze, Coordenador do CSIRT da Axur, formado em Segurança da Informação pela UNISINOS – Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Trabalha desde 2010 com fraudes envolvendo o mercado brasileiro, principalmente Phishing e Malware

AUTOR

Matheus Loyola

Mineiro se aventurando por São Paulo, formado em Produção Audioviosual e pós-graduado em Marketing, de fotógrafo e produtor freelancer à Analista de Marketing & Vendas pela Axur. Atualmente se metendo a redator por essas bandas.