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title: "Credenciais corporativas e acessos privilegiados: como funcionam?"
description: Entenda como a correta gestão das credenciais corporativas da sua empresa pode ser crucial para evitar ataques de ransomware, bem como a capacidade de monitorar credenciais de colaboradores e executivos pode evitar que hacker utilizem-as para invadir seu ambiente interno,
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# [Credenciais corporativas e acessos privilegiados: como funcionam?](https://blog.axur.com/pt-br/credenciais-corporativas-e-acessos-privilegiados-como-funcionam-e-por-que-me-preocupar)

 Escrito por [Ramiro Rodrigues](https://blog.axur.com/pt-br/author/ramiro-rodrigues) | Mar 23, 2022 4:39:22 PM

Novas violações de dados são identificadas diariamente, tanto na web superficial quanto na deep e dark web. Há poucas semanas, ataques no Brasil tiraram do ar grandes sites de comércio eletrônico, impactando em bilhões de reais empresas já consolidadas no mercado. Segundo um [estudo recente da Axur](https://bit.ly/3IpdShr), em 2021 ocorreu a exposição indevida de 273 milhões de credenciais (login e senha), que contribuem com incidentes como esses.

Os ciberataques e as exposições de dados abalaram a confiança no mercado brasileiro, mesmo com o aumento no investimento das empresas nacionais em cibersegurança. Até mesmo as maiores organizações mundiais já sofreram com ataques como abuso de acesso privilegiado e, com isso, 53% consideram o cenário de ataques virtuais muito avançado para a área interna de TI.

Um dos aspectos mais sensíveis da tecnologia é o controle do acesso privilegiado para evitar vazamentos de informação. Por meio das credenciais privilegiadas, é possível realizar mudanças significativas em dispositivos, infraestrutura, na nuvem e em aplicações, que afetam a continuidade do negócio. Quando utilizado de forma maliciosa, o impacto pode causar sérios danos, desde violações de itens de conformidade - que acarretam em pesadas sanções -, até incidentes de segurança, que resultam em redução de confiança e perda de receita.  
 

## **Os perigos do erro humano na segurança da informação**

A falha de segurança mais comum nas organizações é o compartilhamento de credenciais,  em que as empresas oferecem acessos compartilhados entre alguns funcionários. Eles podem ser uma conta genérica na nuvem ou acesso a um repositório de dados. Cada novo membro da equipe com a informação apresenta outro ponto de vulnerabilidade  na cadeia, o que complica o processo de localizar a origem de um possível vazamento.

Também é importante ter atenção ao deixar logins e senhas anotadas e de fácil acesso, usar senhas padrões e passíveis de engenharia social (12345, senha, nome da mãe etc), ou mesmo salvar as informações em documentos de acesso comum. As falhas de segurança são recorrentes e graves. Segundo o Instituto Ponemon (2018), 64% dos incidentes causados por credenciais de uma empresa aconteceram por negligência dos funcionários.

Por isso, é essencial educar constantemente a corporação e oferecer espaço para esclarecimento de dúvidas e discussões sobre o tema, especialmente em tempos de trabalho remoto. A gestão individual das credenciais é o primeiro passo para a boa gestão de privilégios.

 

## **Os riscos de acessos privilegiados expostos**

Muitos vazamentos de credenciais privilegiadas ocorrem de forma proposital ou por ações de cibercriminosos e geralmente os cenários estão interligados. Hackers podem chantagear, ameaçar ou trabalhar em conjunto com colaboradores da empresa para conseguir o acesso privilegiado que o usuário possui. 

Em 2021 foram criadas 43,3 milhões de credenciais corporativas no mundo, sendo pouco mais de 1 milhão de origem brasileira. Dos acessos, a Axur encontrou 470 mil credenciais com termos (como admin, manager, diretor, entre outros) que indicam algum tipo de privilégio. Com isso, lidar com essas ameaças é um desafio, pois mesmo com programas próprios para monitorar ataques de atores internos, o ataque por meio de acessos privilegiados sempre terá mais chances de burlar firewalls e passar indetectado. Por isso, é fundamental saber quais as contas que foram expostas em um vazamento e sua origem. 

Ataques de ransomware, em que o hacker infecta o computador da vítima, acessa os dados criptografados, impede novos acessos e cobra para devolvê-los, são exemplos que descrevem invasões com essas características. O ciberataque começa com a definição do alvo, a partir das informações já disponíveis nas redes sociais e histórico de credenciais vazadas anteriormente. Via e-mail malicioso de funcionários de alto nível hierárquico, o criminoso distribui  o malware para diversas outras pessoas e passa a acessar a rede da empresa. 

 

## **Inteligência em credenciais privilegiadas**

Outro ponto que merece atenção é o monitoramento de vazamentos e fraudes na internet, o processo de detectar credenciais expostas e ações de fraudadores, como sites de phishing, perfis falsos e outros golpes que usam a marca das empresas. A técnica pode ser feita de maneira manual, mas passará pelas dificuldades que a gestão de acessos privilegiados manual possui, somada à necessidade de desenvolver e treinar especialistas. 

O monitoramento de ameaças é a maneira mais eficiente de agir preventivamente, principalmente quando realizada por meio de programas de gestão, que podem remover os conteúdos infratores relacionados à marca. Existem também ferramentas de ação consultiva, compostas por times de especialistas que oferecem inteligência cibernética para analisar ameaças mais difíceis. O serviço é um grande diferencial no auxílio ao time de TI a alcançar mais efetividade, precisão e agilidade na ação contra ameaças virtuais. 

Por isso, a inteligência é fundamental para as empresas não terem somente posições reativas na gestão de ameaças. Com o monitoramento proativo, é possível saber de vazamentos e fraudes digitais com antecedência, além de maior capacidade de reação, para proteger os clientes e permitir agilidade na resposta de ação.

 

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