Brand Abuse, Digital Fraud, Information Leakage

4 fraudes mobile para ficar de olho em 2019

Por André Luiz em
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Para quem era fã dos celulares de flip (ou, para os íntimos, “abre-e-fecha”) até poucos anos atrás, não se pode negar que olhar para os números do crescimento de smartphones é surpreendente. Aqui no Brasil já chegamos em 78,2% da população acima de 10 anos utilizando o celular para fins pessoais, segundo os dados mais recentes do IBGE.

E esses usuários são consumidores: de acordo com a Ebit/Nielsen, o chamado setor de m-commerce somou um terço das transações totais via web  do primeiro semestre de 2018. Sem falar, claro, na infinidade de apps e facilidades que podem ser acessadas com a palma da mão. Só que nem tudo é perfeito (como dizem por aí), e os criminosos também sabem dar os seus jeitinhos no mundo mobile.

Para ficar de olho (e preparado) em 2019, separamos quatro tendências de fraudes que podem atingir você ou o seu negócio. Aqui estão elas:

 

Uso de dados vazados


Mais dispositivos, mais transações, mais dados circulando: sem a segurança e consciência necessárias, muita gente pode facilmente ser vítima dos vazamentos de credenciais/senhas ou de dados de cartão de crédito. O comércio e a divulgação dessas informações sensíveis é muito comum na deep e dark web, mas também pode facilmente ocorrer na web superficial (ou seja: por meio de uma simples pesquisa no Google!).

 

Phishings (e smishings!)


O velho conhecido phishing, quando direcionado para celulares, é chamado de smishing. E já em 2011 a IBM notou que os usuários de  dispositivos móveis têm três vezes mais chances de clicarem em um phishing do que usuários de desktop. Como os cibercriminosos estão cada vez mais criativos quando fazem  as chamadas “engenharias sociais”, eles também se aproveitam da infinidade de canais e da rapidez no mobile: as fraudes podem vir por WhatsApp, SMS, e-mail, redes sociais… É dessa forma que, infelizmente, a estatística de pessoas caindo em phishings mobile cresce 85% ao ano desde 2011, como aponta o relatório da Lookout.

 

Malwares


A Kaspersky Lab já alertou em seu recente relatório sobre malwares mobile: eles estão aumentando cada vez mais. Em 2018, as detecções da empresa de softwares totalizaram 116,5 milhões, quase o dobro dos 66,4 milhões de 2017. À primeira vista, os arquivos maliciosos podem não ter muita relação com celulares para alguns, mas este é justamente um exemplo de canal para o qual os criminosos migram para poderem explorar novas vulnerabilidades. Não custa lembrar: cuide bem dos seus dados!

 

Aplicativos falsos


Google Play, iTunes, Microsoft: mesmo nas lojas oficiais, aplicativos falsos podem estar utilizando a sua marca e enganando o consumidor final. A ideia é utilizar as instalações para que sejam aplicados golpes que vão de estelionatos até phishings ou malwares. E ainda existem os arquivos APKs que, além de falsos ou velhos (sem atualizações de segurança, por exemplo), são disponibilizados em lojas e sites de confiança muito duvidosa. Com os smartphones chegando a tamanhos de armazenamento de 1TB (ou mais), já sabemos que espaço é o que não falta para esses perigos.

 

Aqui na Axur temos diversas soluções que usam a inteligência artificial para deixar o espaço mobile dos seus clientes mais seguro. Para phishings, smishings e malwares, veja o Digital Fraud Discovery. Para vazamentos de dados e informações, veja o Data Leakage Discovery, o Hashcast e o Cardcast. E o Digital Brand Compliance, que lida com apropriações de identidade e marca.

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ESPECIALISTA CONVIDADO

Eduardo Schultze, Coordenador do CSIRT da Axur, formado em Segurança da Informação pela UNISINOS – Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Trabalha desde 2010 com fraudes envolvendo o mercado brasileiro, principalmente Phishing e Malware

AUTOR

André Luiz

Estudante de Jornalismo da UFRGS e Content Creator na Axur. Por aqui, também já fiz parte da equipe de Brand Protection. E, claro, amo trabalhar com as possibilidades que a tecnologia nos oferece para a informação e para o conhecimento!