Brand Abuse, Digital Fraud, Data Leakage, Sales Abuse, Partner Compliance, Threat Intelligence

Qual certificação você precisa para ser um Data Protection Officer?

Por André Luiz R. Silva em
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Até 2021, as empresas brasileiras que lidam com informações privadas e dados de clientes vão precisar se adaptar à nova lei de proteção de dados (LGPD, nº 13.709/2018) e, dentre outras medidas, contratar um Data Protection Officer (DPO). Ainda relativamente raro no mercado de trabalho brasileiro, esse profissional (que, segundo estimativas, pode ter salários entre R$ 12 mil e R$ 50 mil) tem sido muito procurado no exterior desde a aprovação da GDPR (General Data Protection Regulation) pela União Europeia.

Por lidar com questões como privacidade, prevenção a vazamentos e adequação a diferentes regulamentações, as funções e o perfil de um DPO exigem amplos conhecimentos em cibersegurança, comunicação e, claro, legislação. Para comprovar esse domínio avançado, é preciso que a pessoa obtenha um certificado que confirme sua experiência.

 

Como obter a certificação de DPO?


Para se qualificar como Data Protection Officer e atuar na área internacionalmente, é necessário receber o reconhecimento da Exin, empresa holandesa que certifica profissionais na área de tecnologia.

O título é dado para quem acertar ao menos 65% de cada um de três exames da instituição: Information Security Foundation (ISFS), Privacy and Data Protection  Foundation (PDPF) e Privacy and Data Protection Practitioner  (PDPP). Esses exames são disponibilizados em diversos idiomas, inclusive em português do Brasil.

 

Cursos preparatórios para os exames de DPO


Como são exigidos grandes conhecimentos e experiência em segurança da informação, a Exin oferece exames simulados e um breve guia como material de apoio para a prova. Mas só isso pode não ser o suficiente. E é aí que entram os cursos preparatórios:

Curso de PDPF (Privacy and Data Protection Foundation) na Daryus: desenvolvido em parceria com a Exin, o curso é focado no exame do primeiro nível para tornar-se DPO e cobre a área de proteção de dados pessoais. O conteúdo programático aborda desde noções básicas de violação até aplicações práticas para que o estudante aprenda a lidar com uso de dados. O curso tem duração de 16 horas, acontece em São Paulo (SP) e tem previsão para uma nova turma em maio.

Curso preparatório da FIA (Fundação Instituto de Administração): é um curso que cobre o conteúdo das três certificações exigidas para se tornar um DPO. A matriz curricular inclui estudos aprofundados das leis de proteção de dados (tanto da União Europeia quanto do Brasil), gestão de informação e partes práticas. Para ser aprovado no curso, o aluno precisa ter, no mínimo, nota final de 7 e 75% de frequência. O curso tem 80 horas e é realizado durante 3 meses em São Paulo (SP). A próxima turma tem data prevista de início em 18 de setembro de 2020.

Curso preparatório da IT Partners: a instituição oferece um treinamento totalmente on-line, que atende aos três exames da certificação para DPO, além de trazer fundamentos de Segurança da Informação com base na norma ISO/IEC 27001. Os encontros on-line acontecem à noite e, para receber o certificado de participação, o aluno deve estar presente em, no mínimo, 70% das conferências.

O caminho para se tornar um Data Protection Officer é longo e exige bastante estudo. Felizmente, há formas de se preparar para o desafio e o resultado vai certamente ser muito recompensador: em um país como o Brasil, em que 3 em cada 4 habitantes já são usuários da internet, a questão da segurança digital precisa ser observada pelas empresas e instituições. Isso representa um gigantesco campo de atuação, praticamente inexplorado, que está à espera da chegada de profissionais qualificados.

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ESPECIALISTA CONVIDADO

Eduardo Schultze, Coordenador do CSIRT da Axur, formado em Segurança da Informação pela UNISINOS – Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Trabalha desde 2010 com fraudes envolvendo o mercado brasileiro, principalmente Phishing e Malware

AUTOR

André Luiz R. Silva

Jornalista formado pela UFRGS e Content Creator da Axur, responsável pelo Deep Space e atividades de imprensa. Por aqui, também já analisei dados e fraudes na equipe de Brand Protection. Mas, para resumir: meu brilho nos olhos é trabalhar com tecnologia, informação e conhecimento juntos!